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Nem sempre “a voz do povo é a voz de Deus”, pelo menos para Luzilândia.

Esse provérbio nem sempre se aplicou como uma verdade na vida dos eleitores de candidatos ao legislativo, e muito menos ao executivo do nosso município. Seria esse adágio uma verdade sobre a vontade de Deus ou uma ignorância coletiva luzilandense? Não me levem a mal, não estou aqui com essa indagação querendo diminuir a capacidade intelectiva ou reflexiva de Luzilândia, muito pelo contrário, estou querendo realmente saber se os despreparados e medíocres vereadores e prefeitos que assumiram o governo, realmente foram à boa escolha para a “terra de Luzia”. Candidatos corruptos e eleitores vendidos em Luzilândia são sinônimos de “juntar a fome com a vontade de comer”. Mas, deixemos esse assunto da máfia das beiras luzilandense para um momento oportuno.

A expressão “a voz do povo é a voz de Deus” pode ter surgido segundo a narrativa histórica de Rodrigo Silva com “Hermes […], possuir, um templo onde se manifestava respondendo às consultas dos devotos pela singular e sugestiva fórmula das vozes anônimas. Purificado, o consulente se aproximava do altar e dizia em sussurro ao ouvido do ídolo o seu desejo secreto, formulando seu pedido, dúvida ou súplica. Então ele se levantava, tapando os ouvidos, e corria para o pátio do templo ou para a praça principal […], esperando ouvir as primeiras palavras dos transeuntes. O que viesse era a voz de Deus para ele”.

Não se sabe se essa história é real, mas o que se sabe é que em muitos países tiveram essa prática. Portugal do século 19, acreditava que a voz dos homens era poderosa, seja ele quem for. Um feiticeiro, diz Rodrigo Silva, “para saber se uma pessoa era morta ou viva, falava à janela: – Corte do Céu, ouvi-me! Corte do Céu, falai-me! Corte do Céu, respondei-me! – Das primeiras palavras que ouvia na rua acharia a resposta.” Outra lição é a carta de Alcuíno para Carlos Magno, a qual fala que é perigoso se deixar levar sempre pela maioria.

Repito, nem sempre “a voz do povo é a voz de Deus”, pelo menos para Luzilândia. Estamos fadados com prefeitos e vereadores que “se caírem deitados, não conseguem se levantar”.

São despreparados, ou acham que uma tradição familiar na política os faz preparados para assumir o governo luzilandense. “Jesus foi crucificado pela voz do povo que gritava: Crucifiquem-no! Crucifiquem-no! Queremos Barrabás.”

Luzilândia, mais uma vez, pela voz dos pobres enganados, humildes, solitários, gritará com a “voz de Deus”: Queremos os mesmos e velhos políticos e que  Crucifiquem Luzilândia! Crucifiquem-na!

Boa semana!

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