O anel de Giges

Por: Informe Luzilândia
Publicado em 28/04/2019 - 12h28

Título curioso, não é mesmo? sim, eu também acho. Mas já ouviu falar sobre ele ou coisa do tipo? Se sua resposta for não, é compreensivelmente aceitável. Não é em qualquer conversa, discussão, debate ou análise que ouvimos a estória de Platão sobre esse anel, e muito menos quem é o tal de Giges.

”Giges antepassado de Creso, rei de Lídia. Estava a serviço do rei que então reinava em Lídia. Certo dia, durante um violento terremoto, a terra se fendeu. 
Giges apascentava os rebanhos. Ele observou a fenda e desceu por ela. Viu um cavalo de bronze, oco e com algumas aberturas, e numa delas introduziu a cabeça lá dentro, avistou um cadáver trazendo um anel de ouro num dos dedos. Giges o apanhou e saiu.

Os pastores se reuniram para prestar contas ao rei. Giges se dirigiu à reunião com o anel. Enquanto estava sentado, virou por acaso o anel contra si mesmo, e se tornou invisível. Surpreso, ele virou de novo o anel, girando o engaste para fora, e logo se tornou novamente visível. Assegurando-se sobre esse fenômeno, toma todas as providências para ser incluído entre os informantes do rei. Conhecedor dos meandros do palácio, tornou-se amante da rainha e, juntamente com ela, conjura contra o rei, mata-o e toma o poder”.( texto adaptado da internet)

A estória nos marca profundamente com uma pergunta, “Quem sou eu quando ninguém me vê?”

Giges, trabalhador e cumpridor fiel de suas atividades diárias. Um belo exemplo de homem. Cheio de moral e um ser ético. Parecidíssimo comigo, e com você? Sou Trabalhador, recebo, pago e volto a trabalhar novamente com fidelidade a essa suportável rotina.

O fenomenal incidente da natureza com a personagem, me faz refletir e questionar, o fato transforma Giges, ou revela quem ele realmente é?

Somos transformados diariamente. Seres humanos são cheios de variáveis. Seja com coisas ou causas, não importa, o questionamento persiste em saber se mudamos ou revelamos quem somos?

O que posso fazer se não tenho que me explicar para alguém?

Como Giges ao usar o anel que o deixava invisível praticando coisas horríveis, inclusive o adultério e a morte do seu rei, quem sou eu quando ninguém está por perto?

Entendo que posso até fazer ações que pessoas não podem observar, mas existe um Observador onisciente que é acima de tudo, um presente.

Ele vê, ouve e sabe de tudo, fala a letra de um antigo hino. Não use o “anel de Giges” para a destruição, mas para que as pessoas ao invés de olharem você e não enxergarem nada, elas possam ver o visível que ajuda para o bem-estar de todos. Bom domingo a todos.

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